Segundo a Secretaria de Saúde, população pode continuar procurando os hospitais sem medo. Como medida de reforço, o órgão criou um Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar. Medidas preventivas incluem a lavagem das mãos, se possível com o uso de álcool
De acordo com a secretária de Saúde do DF, Fabíola Nunes, os episódios de infecção hospitalar causados pela bactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase, mais conhecidas como KPC, estão sob controle. “A população não deve deixar de procurar os hospitais em razão do medo de contaminação”, diz Fabíola.
A bactéria KPC é resistente aos efeitos de alguns antibióticos, o que dificulta o combate da doença. "Vamos tentar eliminá-la (a bactéria), mas se isso não for possível, pelo menos tratar a doença e evitar novos contágios", afirma. Conforme Fabíola, a preocupação maior é quanto aos novos casos de contágio, uma vez que a bactéria está no ambiente hospitalar, onde, em tese, as pessoas já estão com a imunidade baixa. “Queremos evitar que a bactéria saia dos hospitais para a comunidade", revela.
Ao todo, são 111 casos de KPC confirmados e suspeitos em hospitais públicos e particulares no DF. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) registrou 58 ocorrências. Para intensificar o combate à bactéria, a Secretaria de Saúde instituiu o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar. Um grupo está frequentando cada hospital da região para reforçar medidas de limpeza e higienização. Pacientes contaminados também estão sendo isolados para evitar a proliferação.
Lavar bem as mãos, segundo a secretária de saúde, deve ser a principal forma de controle e prevenção. Uma higienização completa entre os dedos das mãos, além do uso do álcool para desinfecção, também é altamente recomendado. A Secretaria de Saúde ainda alerta para o uso indiscriminado de antibióticos, que pode fazer efeito contrário e desenvolver resistência orgânica aos medicamentos.
Sem risco para a comunidade
O primeiro caso da infecção no Brasil ocorreu em Recife, no ano de 2006. No Distrito Federal, a primeira ocorrência registrada foi em janeiro deste ano.
A Klesiella pneumoniae carbapenemase é um tipo de bactéria com perfil de resistência que dificulta seu tratamento e pode causar pneumonia, infecções de corrente sanguinea e do trato urinário em pacientes em estado grave, como aqueles que necessitam de UTI. Fora do ambiente hospitalar, a bactéria não representa perigo. A forma de transmissão é basicamente por contato com secreção ou excreção de pacientes infectados ou colonizados. As medidas de higiene do ambiente e o uso do álcool a 70% são fundamentais para a contenção do surto.
Agência Brasília
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Lavar as mãos
Medida deve ser a principal forma de controle e prevenção
Foto: Marcello Casal - ABr
* 13/10/2010 - 12:08 | Saúde
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Bactéria KPC sob controle- * 13/10/2010 - 12:08 | Saúde
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 10:15
Carbapenemases Klebsiella pneumoniae (KPC)
Background Antecedentes
Multidrug resistant Gram negative organisms, including extended spectrum ß-lactamase (ESBL) producing pathogens, are an increasingly difficult problem in US hospitals. Multidrug Gram negativas organismos resistentes, incluindo prorrogado ß-lactamase de espectro (ESBL) patógenos que produzem, são um problema cada vez mais difícil nos hospitais dos EUA. Carbapenem antibiotics, such as meropenem and imipenem, have been the cornerstone of drug treatment for serious infections caused by these pathogens. antibióticos carbapenêmicos, tais como o meropenem e imipenem, têm sido a pedra angular do tratamento da droga para infecções graves causadas por estes patógenos. Resistance to carbapenems has been uncommon until now. A resistência aos carbapenêmicos tem sido raro até agora. Recently, Klebsiella pneumoniae has developed a novel mechanism of resistance to carbapenems, known as KPC, and has caused several extended outbreaks of infection in the Northeast region of the US. Recentemente, a Klebsiella pneumoniae tem desenvolvido um novo mecanismo de resistência aos carbapenêmicos, conhecida como CPK, e tem causado vários surtos de infecção prolongada na região Nordeste os EUA.
What is a KPC? O que é um KPC?
K. pneumoniae carbapenemases (KPCs) were first described in 2001 in an isolate of Klebsiella from a hospital in North Carolina. 2 KPC enzymes are encoded on gene segments that can be passed between bacteria known as plasmids. K. pneumoniae carbapenemases (SCPK) foi descrito primeiramente em 2001, em um isolado de Klebsiella de um hospital na Carolina do Norte. KPC duas enzimas são codificadas em segmentos de genes que podem ser passados entre as bactérias conhecidas como plasmídeos. Bacteria with KPC enzymes can inactivate all penicillins, cephalosporins, aztreonam and most importantly carbapenems. Bactérias com enzimas CPK podem inativar todas as penicilinas, cefalosporinas, aztreonam eo mais importante carbapenêmicos. KPC resistance can co-exist with other gram-negative resistance mechanisms – including ESBL, fluoroquinolone, and aminoglycoside resistances. resistência KPC pode co-existir com outros mecanismos de resistência negativa-gram - incluindo ESBL, fluoroquinolonas, aminoglicosídeos e resistências.
The problem begins: an outbreak in NYC O problema começa assim: um surto em Nova York
At a New York hospital (hospital A), 2 patients with imipenem-resistant Em um hospital de Nova York (hospital A), 2 pacientes com imipenem-resistente K pneumoniae infection were recognized in August 2003. K pneumoniae foram reconhecidas em agosto de 2003. Thirty additional patients, despite escalated education and intensified contact precautions, were identified as having imipenem-resistant K. Trinta pacientes adicionais, apesar de a educação escalados e intensificaram as precauções de contato, foram identificados como resistentes ao imipenem K. pneumoniae infection over the ensuing six months. The rise of this multidrug resistant K. pneumoniae sobre os próximos seis meses. A ascensão deste multidroga resistente K. pneumoniae prompted pneumoniae solicitado notification of the New York State Department of Health. notificação do New York State Department of Health. Thirty Trinta of the 32 (94%) dos 32 (94%) isolates were considered to be acquired nosocomially. isolados foram considerados a ser adquirido nosocomially. Two nursing home residents had positive Dois residentes do lar de idosos tiveram positiva culture results within 48 hours of hospital admission, suggesting the long-term care facility may have been the source of the organism. resultados da cultura dentro de 48 horas da internação hospitalar, sugerindo o prazo do cuidado mecanismo de longo pode ter sido a fonte do organismo. An epidemiologic link for the cases, however, was ultimately not identified. Um vínculo epidemiológico dos casos, no entanto, acabou por não ser identificado. Of the 32 cultures with positive results, 12 originated from Das 32 culturas, com resultados positivos, 12 oriundos urine, 7 from sputum, 9 from blood, and 4 from wound specimens. urina, 7 de escarro, 9 de sangue, e 4 a partir de amostras da ferida.
An imipenem-resistant K. Um resistente K. imipenem pneumoniae isolate was recovered at a second hospital in NYC (Hospital B) in pneumoniae isolado foi recuperado em um segundo hospital em Nova York (Hospital B) em December 2003. Dezembro de 2003. Two additional patients were subsequently found to harbor imipenem-resistant K pneumoniae in February Dois pacientes adicionais foram posteriormente encontrados para abrigar K pneumoniae resistente ao imipenem em fevereiro 2004. 2004. In the ensuing No que se seguiu 3 months, another 24 patients were identified with resistant K. 3 meses, outros 24 pacientes foram identificados com K. resistentes pneumoniae infections at this hospital. infecções pneumoniae neste hospital. An outbreak investigation demonstrated that all isolates Uma investigação do surto demonstraram que todos os isolados were acquired nosocomially, with median length foram adquiridos nosocomially, com duração média of hospital stay before the positive culture of 18 days. de permanência hospitalar antes da cultura positiva de 18 dias. Of the 27 cultures with positive Das 27 culturas positivas com results, 6 originated from urine, 4 from sputum, 13 from blood, resultados, 6 originado a partir da urina, 4 de escarro, 13 a partir de sangue, and 4 from wound specimens. e 4 a partir de amostras da ferida.
The outbreak investigation for both hospitals was published in the Archives of Internal Medicine in 2005. 3 Investigators reviewed the medical records of all 60 patients (5 patients A investigação do surto de ambos os hospitais foi publicada no Archives of Internal Medicine em 2005. 3 investigadores revisaram os registros médicos de todos os 60 pacientes (5 pacientes identified in the surveillance study, 32 patients from hospital identificados no estudo de vigilância, 32 pacientes do hospital A, and 23 patients from hospital B) and made the following observations: A, e 23 pacientes do hospital B) e fez as seguintes observações:
o Patients Os pacientes had severe co-morbidities teve graves co-morbidades
o Previous antibiotic Antibiótico prévio therapy included fluoroquinolones in 36 patients (60%), and A terapia incluiu fluoroquinolonas em 36 pacientes (60%), e {Beta} -lactam/ -Lactâmicos / {Beta} -lactamase -Lactamase inhibitor antibiotics in 36 (60%) inibidor de antibióticos em 36 (60%)
o Only 12 (20%) case patients had received carbapenems previously Apenas 12 a 20%) caso de pacientes (tinha recebido anteriormente carbapenêmicos
o Forty-three Quarenta e três patients (72%) had nosocomial infections pacientes (72%) tiveram infecções nosocomiais
o KPC infection was associated with high mortality KPC infecção foi associada com alta mortalidade
+ Mortality at 2 weeks after detecting KPC bacteremia was 47% Mortalidade em duas semanas após a detecção de bacteremia KPC foi de 47%
o Treatment Tratamento was difficult because most isolates were resistant to all Foi difícil porque a maioria dos isolados foram resistentes a todos os {Beta} -lactam -Lactâmicos antibiotics, fluoroquinolones, and aminoglycosides antibióticos, fluoroquinolonas, aminoglicosídeos e
o Most of the clinical isolates were of similar clones A maioria dos isolados clínicos de clones semelhantes
The problem grows: spread of KPC resistance O problema cresce: KPC de resistência espalhados
KPC resistance has been reported in other states (NJ, PA, FL, GA, MD, CA, OH), including North Carolina. KPC resistance has also been reported throughout the world in Israel, 4 China, 5 S. KPC resistência tem sido relatada em outros estados (Nova Jersey, Pensilvânia, FL, GA, MD, CA, OH), incluindo Carolina do Norte. KPC resistência também tem sido relatado em todo o mundo, em Israel, China, 4, 5 S. America, 6 and France. 7 Finally, the plasmid that harbors the KPC resistance gene has transmitted to other Gram negative bacteria including Enterobacter, 8 K. América, 6 e França. 7 Finalmente, o plasmídeo que abriga o gene de resistência KPC transmitiu à bactérias Gram negativas, incluindo Enterobacter, 8 K. oxytoca, 9 Pseudomonas, 10 E. oxytoca, 9 Pseudomonas, 10 E. coli, 11 and S. coli, 11 e S. marcescens 5 . marcescens 5.
Laboratory Implications of KPC organisms Laboratório Implicações da KPC organismos
KPC resistance may not be detected using routine laboratory methods. KPC resistência não pode ser detectado através de métodos laboratoriais de rotina. The standard broth O caldo padrão microdilution method is prone to inoculum effect where an isolate's MIC was related to inoculum size. método de microdiluição é propenso ao efeito de inóculo, onde um isolado do MIC foi relacionada ao tamanho do inóculo. Ertapenem appears not to be influenced by this effect and has the highest sensitivity for KPC resistance. O ertapenem não parece ser influenciada por esse efeito e tem maior sensibilidade para a resistência KPC. Several studies have supported the use of ertapenem as the laboratory standard to screen for KPC activity. Vários estudos têm suportado o uso de ertapenem como o padrão de laboratório para triagem de atividade KPC. The best method for detecting KPCs is still being determined. O melhor método para detectar SCPK ainda está sendo determinado.
There is an additional layer of complexity to screening the same organisms for other resistances such as ESBL. Existe uma camada adicional de complexidade para triagem mesmos organismos para outras resistências, como ESBL. This multi-step process is labor intensive and very difficult without the use of molecular methods. Este processo de várias etapas de trabalho intensivo e muito difícil sem o uso de métodos moleculares.
Management Implications for KPC organisms. Implicações para a Gestão de organismos KPC.
Organisms with KPC resistance are susceptible only to a few antibiotic agents. Organismos com resistência KPC é suscetível apenas a um antibiótico poucos agentes. Colistin and tigecycline are two drugs that have activity but both have limitations. Colistina e tigeciclina são duas drogas que têm a atividade, mas ambos têm limitações. Colistin is associated with nephrotoxicity. Colistina está relacionado à nefrotoxicidade. There is only limited data on tigecycline use in complicated intra-abdominal infections by ESBL organism. Há apenas dados limitados sobre o uso de tigeciclina em infecções complicadas intra-abdominal pelo organismo ESBL. Furthermore, tigecycline may not be efficacious for bacteremia with resistant Gram-negative organisms due to low drug blood levels. Além disso, a tigeciclina pode não ser eficaz para bacteremia com resistência negativa Gram devido a altos níveis sangüíneos da droga baixa.
Aminoglycosides, when susceptible, may be used as an adjunct antibiotic to one of the two antibiotics described above. Aminoglicosídeos, quando suscetíveis, pode ser utilizado como adjuvante antibiótico para um dos dois antibióticos descritos acima. Ototoxicity and nephrotoxicity, however, may limit the use of these agents in patients with numerous co-morbidities. Ototoxicidade e nefrotoxicidade, no entanto, pode limitar o uso desses agentes em pacientes com inúmeras co-morbidades.
KPC Summary KPC Resumo
* Organisms with KPC resistance are increasingly widespread. Organismos com resistência KPC estão cada vez mais difundido. Member hospitals will likely detect imported or nosocomial cases in the near future. hospitais Membro provavelmente detectar casos importados ou nosocomial, no futuro próximo.
* KPCs add supportive evidence for antibiogram-based antibiotic prescribing and antibiotic stewardship. SCPK acrescentar a evidência de suporte para antibiograma baseado em prescrição de antibióticos e administração de antibióticos.
* Infections with KPC organisms tend to occur in patients with multiple co-morbidities. Infecções por organismos KPC tendem a ocorrer em pacientes com múltiplas co-morbidades. Mortality related to KPC infection is as high. A mortalidade associada à infecção KPC é tão alto.
* Laboratory methods for detecting KPC resistance are still being formalized. métodos laboratoriais para detecção da resistência KPC ainda estão sendo formalizadas.
* KPC infections have very limited therapeutic options. infecções KPC têm muito poucas opções terapêuticas.
* KPC outbreaks are usually clonal. KPC surtos geralmente são clonais. Intensified contact isolation precautions and hand hygiene are critical to control the spread. isolamento de contato precauções intensificada e higiene das mãos são fundamentais para controlar a propagação.
Please see a Medscape Review of KPC and its spread globally at Por favor, veja opinião do Medscape KPC ea sua propagação a nível global em
http://www.medscape.com/viewarticle/587949 http://www.medscape.com/viewarticle/587949
References Referências
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Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 10:13
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Dor Oncológica: os cuidados de enfermagem
Enfermeiras:
Andreya C. P. Tulli, Cláudia S. C. Pinheiro, Sinara Z. Teixeira
AFECC – Hospital Santa Rita de Cássia, Vitória - ES
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INTRODUÇÃO
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A dor é considerada um dos sintomas mais freqüentes nas neoplasias. É também o mais temido pelos pacientes oncológicos. Estima-se que 10% a 15% dos doentes de câncer apresentam dor de intensidade significativa nos casos de doença inicial. Com o aparecimento de metástases, a incidência da dor aumenta para 25% a 30% e nas fases muito avançadas da enfermidade, 60% a 90% dos pacientes referem dor de intensidade bastante expressiva. Aproximadamente nove milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de dor oncológica. Metade dos doentes sente dor em todos os estágios do câncer e 70% em doença avançada.
Nos próximos trinta anos, o aumento do número de casos de câncer será de 20% nos países desenvolvidos e de 100% nos países em desenvolvimento – o quetorna premente o desenvolvimento de novos tratamentos para controle da dor oncológica e o treinamento dos enfermeiros para o cuidado do paciente de câncer com dor. A dor oncológica pode ser devida ao tumor primário ou a suas metástases. O sofrimento dos doentes é o resultado da vivência da dor associado a incapacidade física, isolamento familiar e da sociedade, preocupações financeiras, o medo da mutilação e da morte.
O enfermeiro é o profissional da área da saúde que permanece mais tempo junto ao paciente com dor, portanto, tem a oportunidade de contribuir muito para aumentar o conforto do paciente e aliviar sua dor, através de cuidados especiais oferecidos para o conforto do paciente, de modo que ele possa desenvolver sua capacidade funcional e sobreviver sem dor.
As terapêuticas para tratamento do câncer quase sempre são agressivas, o que leva a uma ameaça séria à integridade do organismo e sua função. Um aspecto importante no cuidado do paciente com câncer é a necessidade de suporte psicológico para os profissionais que atuam diretamente em serviços de oncologia – principalmente para a equipe de enfermagem – pois ela passa, no dia a dia , por momentos de conflito interpessoal, por estar exposta a situações de gravidade, morte, expectativa de cura, tristeza de familiares e outros.
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DEFINIÇÃO DE DOR
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De acordo com a Associação Internacional para Estudo da Dor, dor pode ser definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a dano tecidual. Por ser subjetiva, não existe uma maneira precisa de mensurá-la. Deve-se efetuar a colheita da história da doença e do quadro álgico. A atenção deve estar voltada para fatores psicológicos e sociais que podem confundir a queixa.
O Enfermeiro deve saber reconhecer/identificar "indícios da dor". Esta é uma tarefa que pode gerar dificuldades, visto que pacientes e profissionais podem ter concepções diferentes da dor. Esta pode apresentar-se de diversas maneiras, tais como através do choro, gemido, alterações dos sinais vitais, agitação, tremor ou comportamento verbal. Entretanto, o não aparecimento dos sinais citados não significa ausência de dor. Alguns pacientes podem adaptar-se à dor, através do desenvolvimento de um elevado autocontrole, suprimindo os sinais de sofrimento, ou apenas permanecendo prostrados ou mais quietos que o habitual, devido ao esgotamento físico e mental causados pela doença.
A dor é classificada em aguda e crônica. A dor aguda é de curta duração, normalmente em um prazo inferior a seis meses. A intensidade da dor varia de fraca a severa, de causa pouco conhecida. O quadro de dor crônica é aquele de longa duração, de causa conhecida ou não, que não melhora após a terapêutica e com intensidade variada.
A dor ainda pode ser dividida em: somática, visceral e neurogênica. A dor visceral ocorre quando há comprometimento de órgãos internos. Não há localização precisa, é contínua e surda. A dor somática, originada de ossos e partes moles, é contínua, localizada na área acometida e que piora com pressão ou movimento. A dor neurogênica localiza-se na região inervada pelo nervo danificado e pode estar associada a um "déficit" motor ou sensitivo, alterações do sistema nervoso autônomo, parestesias e episódios paroxistícos de sensações de "choque" ou queimação.
Alguns fatores podem levar à dor, tais como:
- Infiltração do tumor em áreas inervadas, ossos, tecidos de parte moles ou retroperitôneo;
- Compressão de tecidos e nervos, devido ao crescimento do tumor;
- Necrose tecidual localizada como resultado da invasão tumoral;
- Procedimentos invasivos de diagnóstico e tratamento;
- Complicações ocasionadas do próprio tratamento como: infecções, estomatites, inflamação tecidual ocasionada pela radioterapia.
- Incapacidade de movimento;
- Alinhamento corporal inadequado.
A dor prolongada causa no paciente depressão, raiva, falha no desempenho de atividades rotineiras (ex.: atividade sexual, tomada de decisões). O profissional de enfermagem deve avaliar a dor através de levantamento de dados, para planejar a assistência de enfermagem, ajudar a selecionar as medidas de alívio mais adequadas e verificar a eficácia da terapêutica adotada.
É imperativo que o profissional da saúde não subestime as queixas do paciente e realize avaliação completa de todos os sintomas relatados, aprendendo a perceber quando a dor é elevada devido a distúrbios psicológicos, para providenciar o imediato tratamento.
Um roteiro a ser seguido baseia-se na intensidade, localização, tipo, início e duração, fatores que proporcionam alívio e piora, efeito ocasionado pelas terapias empregadas, anamnese exame físico.
Não há método totalmente adequado de avaliação da dor, visto que não sabemos como mensurar aspectos sensitivos e afetivos. Todavia, existem algumas escalas que são empregadas. Em uma delas, o indivíduo expressará a sua dor através de palavras ou símbolos. Exemplo: Sem dor, dor leve, dor moderada, dor intensa, dor excruciante. Um outro tipo de mensuração compreende uma escala numérica de 0 a 10, onde pede-se ao paciente que dê nota à sua dor. Em uma terceira escala, podemos levantar um questionário onde a dor é avaliada em: ausente, média, moderada, severa e intolerável.
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM
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Ao cuidar de um paciente com dor é importante considerar dois tópicos que são relevantes para o exame, a intervenção e a avaliação. Primeiro: é o enfermeiro deve acreditar quando o paciente diz estar com dor. Não existem escalas exatas que mensure a dor, portanto, a avaliação é obtida através de dados sobre causas físicas, mentais ou emocionais da dor. Segundo: é a observação da variedade de comportamentos não verbais que indicam a presença da dor.
Aspectos avaliados: a avaliação da enfermagem é feita através dos seguintes aspectos :
a) Determinação da dor: Aguda ou Crônica;
b) Atitudes do paciente;
c) Identificação de fatores que influenciam a dor e a resposta do paciente a ela.
Esta avaliação proporciona ao enfermeiro a realização de um planejamento de enfermagem, voltado para a melhoria dos sintomas aqui estudado.
Avaliações e Intervenções de Enfermagem:
Avaliar o tipo de dor do paciente: localização, duração, qualidade e influência nas atividades do cotidiano;
Usar uma escala de intensidade da dor que vai de 0 (ausência de dor) a 10 (pior dor possível). Obter uma investigação cuidadosa dos medicamentos já utilizados e atuais, a resposta e os efeitos colaterais destes;
Explorar intervenções para a dor que tenham sido usadas e sua eficácia. Correlacionar a dor e sua intensidade ao analgésico prescrito;
Os analgésicos poderão ir diminuindo a partir do momento que se associa ao tratamento, a quimioterapia e radioterapia;
Intervir a fim de minimizar os riscos de ocorrência, gravidade e complicações da dor;
Usar medidas alternativas para alívio, como: construção de imagem, relaxamento e biofeedback;
Incentivar medidas que promovam o relaxamento: massagem superficial, compressiva ou vibratória;
Transmitir a sensação de que a dor do paciente é compreendida e que pode ser controlada;
Promover o conforto físico através de camas, protetores de colchões, aparelhos de apoio e demais equipamentos necessários;
Procurar ajudar paciente, familiares e equipe médica em relação à necessidade de apoio para controlar a doença;
Buscar ajuda de religiosos (quando o paciente professar uma determinada religião e for receptivo);
Controlar estímulos ambientais que possam prejudicar o paciente, tais como: barulho, calor, luz etc., evitando bater portas ao entrar ou sair do quarto ou enfermaria e controlando o volume da própria voz ao falar com o paciente;
Incentivar ajuda de um especialista, nos casos de dor intratável;
Ajudar o paciente a imaginar que está se livrando da dor, sempre que expira lentamente;
Esclarecer o paciente sobre as medidas tomadas a fim de reduzir e eliminar sua dor;
Estimular medidas relacionadas à terapia ocupacional, leituras, televisão, música e, se possível, trabalho com argila, aquarela, crochê, tricô;
Comprometer-se com o paciente a não abandoná-lo, caso a dor persista, continuando a buscar alternativas para controlá-la;
Usar técnicas que ajudem no relaxamento, evitando fadiga, promovendo a descontração do músculo esquelético, que reduz a intensidade da dor ou aumenta a tolerância à ela;
Sempre que possível, usar a via oral para administração dos medicamentos, evitando a via IM;
Administrar analgésicos previamente, antes do ressurgimento dos sintomas da dor, a fim de evitar dor severa;
Solicitar ajuda de outros profissionais da saúde, caso apareça dor em outras regiões do corpo, ou mesmo o aumento desta;
Orientar quanto aos métodos de administração dos medicamentos, determinados pelo pico de ação e duração do medicamento no organismo, conforme necessidade do paciente e a prescrição médica;
Observar e orientar o paciente a respeito dos efeitos colaterais dos medicamentos de controle da dor, tais como, constipação, náuseas e tolerância aos remédios; a fim de preveni-los e minimizá-los;
Sugerir combinações de medicamentos narcóticos e não-narcóticos;
Entrar em contato com profissionais de saúde que fazem uso de métodos não farmacológicos no alívio da dor;
Qualquer alteração de resposta ao esquema de controle da dor - tal como nível de consciência, depressão respiratória (menor que oito inspirações/minuto), constipação, vômitos incontroláveis e retenção urinária - deve ser imediatamente comunicada ao médico assistente;
Medicações analgésicas devem ser administradas em horários padronizados e não apenas em momentos de crise;
Procurar proporcionar ao paciente uma melhor qualidade de vida, fornecendo condições de um sono tranqüilo, aliviando sua dor, controlando o emocional e o fluxo de visitas;
Manter o paciente em posição confortável, mudar decúbito sempre que necessário, dar banhos de aspersão ou leito, trocas diárias de curativo, cuidados com higiene oral e monitorização de sinais vitais;
Observar sentimentos de tristeza, irritabilidade, medo, ansiedade e solidão, buscando subsídios para compreender o estado emocional do paciente e possibilitar-lhe apoio;
O trabalho de assistência ao paciente com câncer envolve uma equipe multidisciplinar composta por assistente social, psicólogo, nutricionistas, médicos e enfermeiros empenhados em acompanhar, orientar, instruir, medicar e alimentar o paciente e oferecendo suporte para aumentar a sua sobrevida com qualidade.
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MEDICAMENTOS
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Uma terapêutica eficaz na dor do câncer é um tratamento bem sucedido da doença. Quando a cura não é possível, deve-se obter um eficiente alívio da dor. O conforto inicial obtido pelo paciente pode significar a diferença entre a adesão e o abandono da terapia.
Os medicamentos utilizados pelos pacientes devem ser adequados às suas necessidades individuais. O controle da dor pode envolver diversas terapêuticas: drogas analgésicas e adjuvantes (ansiolíticos, antidepressivos etc.), medidas de apoio, como psicoterapia, fisioterapia, cirurgias específicas para dor, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia.
Existe um conjunto de regras, fruto de experiência pessoal, que foi desenvolvido por vários autores com o objetivo de otimizar o índice de aproveitamento do uso de analgésicos na dor de oncológica.
Regra nº 1 - Acreditar no paciente - Os pacientes com dor crônica relacionada ao câncer percebem que sua dor é intensificada quando há alguma sobrecarga social (dor da separação, dependência financeira, incerteza do futuro) e espiritual (falta de sentido da vida e da morte, religiosidade, sentimentos de culpa). A dor referida pelo paciente deve ser compreendida a partir do conceito de dor total, constituída pela dor somática, psicológica, psicossocial e espiritual.
Regra nº 2 - O Analgésico é apenas parte do tratamento - A administração do analgésico deve ser inserida no tratamento a fim de reduzir o sofrimento do paciente. Porém, deve-se lembrar que existem certos tipos de dor que não são tratáveis com analgésicos.
Regra nº 3 - A prescrição do analgésico deve ser contínua - A manutenção da prescrição do analgésico deve estar baseada na meia-vida da droga. Esquemas de prescrição de medicamentos "só quando necessário" devem ser abolidos.
Regra nº 4 - As doses devem ser individualizadas - Após a escolha da droga sua dosagem deve ser individualizada, com base na resposta do paciente à terapêutica e considerando-se a farmacodinâmica do produto. Essa regra permite o uso de escalas para avaliar a dor.
Regra nº 5 - Preferir a via oral para a administração de analgésicos - Segue-se uma regra de preferência: via oral, via sublingual, via retal, via transdérmica, via subcutânea, via intramuscular e via venosa.
Regra nº 6 - A escala analgésica da O.M.S. - A Organização Mundial da Saúde desenvolveu uma tática de administração de analgésicos baseada na intensidade da dor referida pelo paciente e na resposta ao medicamento. A intensidade da dor é classificada por uma escala não visual de 0 a 10. São analisados 3 patamares: 0 a 5, 5 a 7, mais de 7.
Dependendo do estágio de dor reportada, são inseridas associações de medicamentos, tais como analgésicos, opióides fracos e fortes.
Regra nº 7 - Combinar analgésicos racionalmente - Objetivando potencializar o efeito analgésico, associações de drogas podem ser adotadas, tomando-se a cautela de usar drogas com ações farmacológicas diferentes.
Regra nº 8 - Não permita que o seu paciente sofra dores - Não poupe drogas analgésicas, evitando assim o sofrimento desnecessário do paciente.
Regra nº 9 - Nem toda dor é responsiva a analgésicos.
Regra nº 10 - Não esquecer das medidas adjuvantes - Tais medidas baseiam-se no combate a possíveis efeitos adversos dos analgésicos.
Os medicamentos mais utilizados no tratamento da dor e seus efeitos colaterais:
Analgésicos não opiáceos: podem ser observados desconforto gastrointestinal, alteração da hemostasia e coagulação os quais podem ser minimizados, com a administração do medicamento com leite ou durante as refeições.
Analgésicos opiáceos: os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, vômitos, constipação intestinal, sonolência, prurido, depressão respiratória e confusão mental. Diante desses sintomas o enfermeiro elabora o plano de cuidados relacionado a cada ocorrência.
Medicamentos adjuvantes: os antidepressivos podem causar sensação de boca seca, constipação intestinal, retenção urinária e confusão mental. Os neurolépticos podem levar à hipotensão, visão enevoada, taquicardia, retenção urinária e efeitos extrapiramidais.
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CONCLUSÃO
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Aumenta, a cada dia, o número de pessoas que sofrem de dor oncológica e muitas delas permanecem sem tratamento adequado. No entanto, existem métodos capazes de controlar este tipo de dor. Os cuidados atentos da enfermagem, associados à terapêutica medicamentosa, são as bases para manejar a dor do câncer, tornando-a suportável para o paciente.
Os enfermeiros devem ter em mente que os pacientes têm direito a ter sua dor aliviada; a persistência da dor ocasiona sofrimento inútil para o doente, familiares, amigos e equipe de saúde.
É importante que a enfermagem busque sempre a atualização do conhecimento e do preparo para lidar com os problemas do paciente com câncer, uma vez que ele é colocado frente a frente com frustrações de um trabalho com poucos retornos gratificantes. Por esta razão, faz-se necessário o real entendimento da sua função, de forma a ser impulsionado a continuar suas atividades.
Educar os profissionais que atuam na oncologia para o esclarecimento do público quanto ao medo exagerado da dor neoplásica é de extrema importância, para que os pacientes que necessitarem de terapias antiálgicas possam ser assistidos de maneira mais tranqüila, sem medos ou fantasmas que aumentam a ansiedade e induzem a sofrimentos psicológicos desnecessários que dificultando o seu tratamento.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Manual de condutas diagnósticas e terapâuticas em oncologia/apresentação de Luiz Paulo Kowalski ...et al.; prefácio de Ricardo Renzo Brentami. São Paulo: Âmbito Editores, 1996.
GOMES, Roberto. Oncologia Básica. Rio de Janeiro: Revinter, 1997.
DELGADO, Gilson L. Dor de origem oncológica: tratamento não invasivo. São Paulo: Asta Médica, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer - INCA. O alívio da dor do câncer: com um guia para a disponibilidae de opiáceos. 2. ed. Rio de Janeiro, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Assistência à Saúde. Alívio da dor no câncer. Brasília: SNAS/DPS/CC, 1991.
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer - INCA. Ações de enfermagem para o controle do câncer. Rio de Janeiro: Pro - Onco, 1995.
NETTINA, Sandra M. Prática de enfermagem. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
SMELTZER, Suzanne C.; BARE, Brenda G. Tratado de enfermagem médico - cirúrgica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993.
AMERICAN CANCER SOCIETY. FUNDAÇÃO ONOCENTRO DE SÃO PAULO (Tradução e Adaptação). Manual de enfermagem oncológica. São Paulo: FOSP, 1996.
FERREIRA, Noeli Marchioro Liston Andrade. O câncer e o doente oncológico segundo a visão de enfermeiros. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, 42(3), 161-170,1996.
PIMENTA, Cibele Andrucioli de Mattos; KOIZUMI, Maria Sumie; TEIXEIRA, Manoel Jacobsen. Dor no doente com câncer: características e controle. Revista Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, 43(1), 21-44, 1997.
ROSENTHAL, Susan.; CARIGNAN, Joanne R.; SMITH, Brian D. Oncologia prática: cuidados com o paciente. 2. ed. Rio de Janeiro: Revinter.
GULLER, Daniel H. A avaliação da dor no paciente oncológico. Atualidades em cancerologia. n. 6, p. 28-30, fev. 1995.
SILVA, Rosilda Veríssimo; FORKERT, Elsie C. O. ... et al. Grupo de assistência em dor aguda do Hospital Sírio Libanês. Nursing: Revista Técnica de Enfermagem. v. 2, n. 8, p. 20-24, jan. 1999.
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 19:15
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
RESPOSTA INFLAMATÓRIA SISTÊMICA X SEPSE:
O Uso da Drotrecogina Alfa Ativada (Xigris) em UTI, Aspectos Práticos Importantes para Equipe de Enfermagem
Autor Enf. Marcelo Silva ⋅ August 8, 2007 ⋅ Email this post Email this post ⋅ Print this post Print this post ⋅ Post a comment
Relevantes dados de estudos experimentais constataram que a administração da drotrecogina alfa ativada recombinante (Xigris) diminui a mortalidade em pacientes sépticos, previnindo o surgimento das síndromes sépticas. Atualmente, faz parte do Protocolo de Atendimento a SEPSE em todo mundo, sendo largamente difundido e utilizado nos ambientes de terapia intensiva . É um medicamento que possui propriedades:
1. Antiinflamatórias (realiza o bloqueio da adesão dos leucóciotos ao endotélio e sua posterior passagem para os tecidos),
2. Antitrombóticas (inibe a cascata de coagulação nos fatores Va e VIIIa),
3. Pró- fibrinolíticas (bloqueando a ativação dos inibidores da fibrinólise). Ao contrário do que muitos imaginam, o Xigris não é um antibiótico.
Por ter ação direta na cascata de coagulação, algumas considerações devem ser levadas em conta no momento de sua escolha terapêutica. A reação adversa mais esperada é o RISCO DE SANGRAMENTO. Caso ocorra, seu uso deve ser imediatamente interrompido. Existem alguns fatores que contra- indicam seu uso, são eles:
1. Plaquetopenia (abaixo de 30 mil plaquetas)
2. Tempo de INR > 3,0
3. Sangramento gastrointestinal recente (últimas 6 semanas)
4. Administração recente de trombolíticos (últimos 3 dias)
5. Doença hepática crônica grave
6. História de AVCH nos últimos 3 meses
7. Antecedentes patológicos de mal formação artriovenosa cerebral, aneurismas, neopolasias intracranianas
8. Presença de catéter peridural
É um medicamento usado exclusivamente dentro do ambiente de terapia intensiva, sendo do enfermeiro a responsabilidade de seu manuseio e administração. Para isso, faz-se necessário alguns cuidados:
* Realizar o cálculo correto dos frascos a serem utilizados durante toda terapia com Xigris, pois existem duas apresentações do produto (frascos de 5 mg e 20mg). É protocolado o tempo de terapia com o Xigris em 96 horas ininterruptas em bomba de infusão contínua, trocando a solução a cada 12 hs.
* Reconstituir o Xigris com solução diluidora própria realizando movimentos leves e circulatórios
* Após sua reconstituição, o mesmo deverá ser diluído apenas em SF0,9%
* Utilizar bomba de infusão contínua para sua administração
* Utilizar acesso venoso exclusivo
* A dose recomendada é de 24 mg/kg/h. O cálculo que é baseado no peso do paciente
* Deve ser realizado a troca da solução a cada 12 horas
OBS: Após sua reconstiruição, seu uso deve ser imediato, contudo, a solução diluída no frasco pode permanecer em temperatura ambiente (15 a 30º) por no máximo até 3 horas. Os frascos fechados devem serm mantidos sob refrigeração.
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 17:57
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Tipos de Aspiração

A aspiração traqueobrônquica pode ser realizada através da boca (orotraqueal), nariz (nasotraqueal) ou traqueostomia (endotraqual).
Tanto a orotraqueal quanto a nasotraqueal causam desconforto para o paciente e só devem ser realizadas quanto absolutamente necessário, ou seja, quando o paciente esta impossibilitado de tossir de forma produtiva, incapaz de eliminar as secreções que obstruem suas vias aéreas, podendo sofrer um colapso pulmonar, com redução da complacências e riscos de infecção.
Estes dois tipos de aspiração (nasotraqueal e orotraqueal) são potencialmente mais perigosos do que a aspiração endotraqueal (através de um tubo traqueal), pois, se ocorrer um espasmo, os pulmões não podem ser rapidamente reexpandidos na tentativa de introduzir o cateter pela laringe. Em casos como este, pode ocorrer hipoxemia e até a morte. No entanto a aspiração traqueal pode ser particularmente importante quando a doença respiratória está associada a uma grande quantidade de secreção purulenta.
A técnica de aspiração orotraqueal ou nasotraqueal requer algumas condições e cuidados, como colocar o paciente em flexão de pescoço e hiperextensão de cabeça com a boca aberta e a língua para fora quando se trata da orotraqueal; sempre que necessário, o paciente devera estar com os braços fixados no leito. O fisioterapeuta devera usar luvas estéreis e tomar todo o cuidado para não contaminar a sonda ou cateter que será introduzido nas vias aéreas do paciente o mais rápido possível.
É comum haver um fechamento glótico impedindo que a sonda continue a ganhar trajeto na laringe e na traquéia; quando isso ocorre, aconselha-se aguardar o momento de uma inpiraçao (quando o paciente ira relaxar ou abrir a glote) para introduzi-la por completo. Deve-se aspirar o máximo possível de secreção e evitar ferimentos nas vias aéreas.
No tipo endotraqueal, para executar de forma correta a aspiração, deve-se abrir a ponta do papel da sonda estéril, adapta- la à conexão do vácuo e em seguida vestir a luva estéril, segurando- a com uma das mãos e com a outra desconectando o respirador, se for o caso. Em seguida, introduz-se o cateter na traquéia do paciente através do tubo endotraqueal ou traqueostomia. O cateter estará ligado a um sistema aspirador e, então, a aspiração é realizada quando a ponta do cateter estivar no interior da traquéia. O tempo de introdução da sonda deve ser o mais rápido possível. E a retirada deve ser cuidadosa permitindo a limpeza das secreções com o mínimo de dano à parede traqueal.
Este procedimento deve ser feito com uma duração não superior a 15 segundos, pois o fator tempo é um determinante muito importante na aspiração, podendo acarretar sérios problemas ao paciente, já que, juntamente com as secreções aspira-se ar. Neste momento, o conteúdo aéreo nos pulmões fica reduzido.
Pequenas quantidades de soro fisiológico (10-20 ml) podem ser instiladas intrabronquicamente para fluidificar e mobilizar as secreções estimulando a tosse e facilitando a remoção das secreções espessas. Quando há risco de formação de atelectasias, devido à rolha de secreção, associa-se a utilização do ambu, sempre seguindo os cuidados de assepsia indicados.
Existem falhas na manipulação e na escolha dos materiais utilizados. De preferência, devem ser sondas traqueais maleáveis, descartáveis, com três orifícios na extremidade distal, dispostos lateralmente e na ponta, para que não haja colabamento da traquéia, nem aspiração da mucosa traqueal, que poderia provocar ulcerações e sangramento. A introdução e retirada da sonda consiste em uma forma errônea da utilização dessa técnica, pois isso so favorece a erosão endotraqueal e acaba por não remover quantidades superiores de secreção. O suporte de oxigênio deve ser indicado de acordo com o quadro clínico do paciente.
Técnica
- Pocisione o paciente adequadamente
- Explique ao paciente o que você vai fazer
- Fixe o regulador da aspiração em 100 a 120 mmhg
- Usando técnica estéril, abra o pacote contendo o cateter de aspiração e coloque a luva.
- Com a mão enluvada, fixe o cateter ao tubo de aspiração
- Hiperoxigene o paciente (FiO2 = 100%)
- Passe o cateter de aspiração pela via aérea, sem vácuo, até que o reflexo da tosse seja provocado ou encontrar uma resistência.
- O cateter não deve permanecer na via aérea por mais de 15 segundos; o cateter é retirado gradualmente.
- Hiperoxigene (por uma bolsa auto-inflável ou mesmo pelo ventilador) o paciente antes de reintroduzir o cateter de aspiração na via aérea.
- A instalação na via aérea de 3 a 5 ml de água estéril pode ser útil para soltar secreções espessas.
- Fixe o oxigênio no valor pré-aspiração
- Enrole o cateter de aspiração ao redor dos dedos com a luva e então, remova a luva sobre ele.
- A aspiração pode ser fechada.
- Lave as mãos.
- Realizar higiene nasal e oral freqüente após a aspiração.
Resultados da aspiração
- A ausculta pulmonar após a aspiração deve apresentar diminuição dos ruídos adventícios.
- A radiografia de tórax deve mostrar evolução positiva progressiva do quadro.
- O resultado da gasometria arterial deve indicar melhora na relação ventilação/perfusão do paciente.
- O aspecto da secreção (espessa, fluída, espumosa) aspirada indica o nível de hidratação e umidificação.
- A cor (clara, amarela, purulenta) e o resultado da amostra encaminhada para cultura indicam ausência ou melhora da infecção.
- A quantidade da secreção aspirada serve de parâmetro para prescrever a freqüência das próximas aspirações.
- A aspiração pode ser seguida de uma drenagem postural e técnicas manuais e o treinamento respiratório.
Complicações
A aspiração em pacientes sob ventilação mecânica expõe-nos a sérios riscos, devendo ser feita cuidadosa e criteriosamente para evitar complicações serias ao paciente. A aspiração é um procedimento importante e aparentemente simples para remoção de secreções. No entanto, ela é muitas vezes utilizada sem critérios e cuidados necessários, acabando por acarretar efeitos nocivos ao paciente, como hipoxemia, atelectasia, arritmias e infecções.
- Hipoxemia: a aspiração não somente interrompe a seqüência da ventilação artificial, mas, alem disso pode obstruir temporariamente a passagem se ar nas vias aéreas e aspirar gás intrapulmonar. Alem disso, tem sido demonstrado que a aspiração pode oxigenar um decréscimo significativo na oxigenação arterial (hipoxemia), constatado pela medida de pressão parcial de oxigênio (PaO2) após o procedimento de aspiração. Isso ocorre provavelmente porque o cateter capta tanto secreções como oxigênio das vias aéreas pulmonares. A hipoxemia produzida pela aspiração esta diretamente relacionada com a duração do procedimento; portanto, deve-se limitar este tempo a um total de 12 a 15 segundos, em média.
- Arritmia: a queda da PaO2 é um importante fator clinico, pois, nos pacientes que tem alto shunt pulmonar ou serio comprometimento cardiovascular, a hipoxemia pode causar arritmias cardíacas significativas. Com essas considerações, fica evidente que a hipoxemia e a estimulação traqueal podem ocorrer durante a aspiração e que ambas podem causar mudanças na função cardíaca, pois a estimulação traqueal em pessoas normais pode provocar aumento da atividade simpática, resultando em taquicardia e hipertensão arterial. Ao utilizar esse procedimento o fisioterapeuta ou qualquer profissional devera levar em conta varias características, como diagnostico, ajustes nos ventiladores e gases do sangue arterial antes da aspiração, evitando alterações fisiológicas importantes e nocivas aos pacientes. Outra característica é a idade dos pacientes; crianças e idosos com baixo volume do fechamento apresentam maior probabilidade de sofrer oclusão de pequenas vias aéreas. Alem da diminuição na PaO2 a aspiração traqueal acarreta diminuição na saturação de oxigênio. Assim, utilizando um oximetro de pulso, pode-se constatar redução na saturação de oxigênio sanguíneo durante a aspiração. Os métodos mais comuns para prevenir a dessaturacão e a hipoxemia pós-aspiracão, a fim de reverter os efeitos prejudiciais da aspiração, são hiperinsuflacão pulmonar através da conexão do ventilador durante a execução da técnica e aumento de FiO2 para 100% (hiperoxigenacão) antes, durante e depois da aspiração, como um meio de restituir o oxigênio. Outra variável que pode sofrer alterações como manobra de aspiração é a pressão arterial, que pode apresentar significativo aumento com repetição da manobra. Esse fato tem importância fundamental em pacientes neurológicos com hipertensão intracraniana, quando pode ocorrer piora do quadro clinico.
- Atelectasia: a aspiração também pode resultar em traumatismos mecânicos à arvore brônquica, podendo levar à atelectasia dependendo do cateter utilizado e do tempo de duração da aspiração. O grau de colapso pulmonar dependendo da pressão negativa utilizada para o procedimento, no qual, se forem utilizados altos valores de pressão negativa ou se o tubo for ocluido completamente pelo cateter, podem ocorrer maciças atelectasias, causando redução de volume total de oxigênio dos pulmões. Sendo assim justifica-se a utilização de um controle mais rigoroso da pressão e do tempo de duração do procedimento, pois a atelectasia pode ser causada tanto por aspiração forçada como prolongada. Os traumatismos mecânicos ocasionados pela aspiração traqueobrônquica podem acarretar alterações da mecânica pulmonar, apresentando eventuais mudanças na complacência pulmonar do paciente.
A aspiração é uma técnica simples, mas, além de ser desagradável para o paciente, provoca muitos efeitos adversos, incluindo-se os riscos de infecção, o que pode ser minimizado por uma correta escolha da técnica, do tamanho do cateter, da pressão negativa e da regulação do tempo de aspiração. A assepsia é fundamental na aspiração.
BIBLIOGRAFIA
IRWIN, Scot; TECKLIN, Jan Stephen. Fisioterapia Cardiopulmonar. Editora Manole: São Paulo, 1994. 2º ed. 569 p.
- COSTA, Dirceu. Fisioterapia Respiratória Básica. Editora Atheneu: São Paulo, 1999. 1º ed. 127p.
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 06:33
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Bomba de infusão
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Bomba de Infusão é um aparelho médico-hospitalar ou veterinário, utilizado para infundir líquidos tais como drogas ou nutrientes, com controle de fluxo e volume nas vias venosa, arterial ou esofágica.
Existem vários modelos de Bomba de Infusão, mas podemos dividi-las em tres classes principais:
Bombas de Infusão Volumétricas Universais
Bombas de Infusão de Equipos Especiais
Bombas de Infusão de Seringas
Bombas de infusão volumétricas universais
Este tipo de Bomba de Infusão, utiliza equipos de soro padrão para bombear e controlar os líquidos a serem infundidos para dentro do corpo. O controle de fluxo nestes equipos sem bomba infusora é normalmente feito por gravidade e estrangulamento da luz do tubo por um dispositivo chamado de pinça rolete. Quanto maior a luz interna do tubo, maior a vazão e vice-versa. Este método não é estável e varia muito com a temperatura e acomodação do material do tubo, que mede de 2,5 à 4 milimetros de diâmetro e cerca de 2 metros de comprimento.
Com a bomba de infusão, um acionador mecânico provoca um deslocamento do líquido no interior do tubo por ação peristáltica. Este mecanismo pode ser classificado de rotativo ou linear. O rotativo é composto de um rotor principal munido de roletes que pressionam o tubo dentro de uma voluta ou caçapa, algo como meia panela. O linear é composto de teclas que pressionam o tubo de plástico em sequência e modo senoidal, também de encontro à um encosto. O mecanismo é acionado por um motor de passos com redutor e comandado por um circuito eletrônico de precisão, capaz de informar ao operador o fluxo e quantidade de líquido à infundir ou já processado. O fluxo pode variar desde 0,5 mililitros por hora até 1 litro por hora e quantidades de 1 ml até 10 litros, conforme necessidades do paciente.
Bombas de infusão de equipos especiais
As bombas de Infunsão com equipos especiais podem ser do mesmo principio peristáltico descrito acima, porém utilizando equipos feitos com um segmento de tubo mais elástico e mais resistente que o padrão dos tubos de infusão normais. Normalmente o metarial utilizado é o silicone, que proporciona maior precisão e durabilidade (até 48 horas). Também são bombas de equipos especiais as que utilizam outros métodos como os de êmbolos ou membranas flexíveis acopladas à válvulas de esferas ou laminares que só permitem o fluso unidirecional. O fluxo neste caso é pulsátil e também controlado por motores de precisão. Alguns modelos carregam seu proprio suprimento de energia e líquido, como por exemplo as normalmente usadas para dosagens contínuas de insulina ou anestésicos, presas à cintura do portador.
Bombas de infusão de seringa
As bombas de Infusão de seringa, utilizam seringas de injeção descartáveis comuns para infundir. Por meio de um dispositivo mecânico, um acionador vai empurrando o embolo da seringa continuamente, podendo ser um eixo sem-fim ou engrenagens tipo pinhão e cremalheira. Um tubo fino (equipo de seringa) conduz o líquido da seringa para dentro do corpo, que pode ser por uma agulha de injeção ou cateter. São os modelos de maior precisão e fluxo contínuo.
Comando eletrônico
A eletrônica digital, proporciona segurança para o usuário e o operador, com um teclado de comando como interface para o programa da infusão, permitindo controlar a velocidade (fluxo) por tempo ou volume a ser infundido por tempo. Alguns modelos possuem ainda um banco de memória com as dosagens e diluições das principais drogas e soros hidratantes ou nutritivos, permitindo maior facilidade na programação.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_de_infus%C3%A3o"
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 08:12
sábado, 8 de agosto de 2009
A origem religiosa da enfermagem

A enfermagem é, a par da reprodução, o mais antigo dos ‘deveres’ impostos às mulheres nas sociedades humanas. Há cem anos atrás, tornou-se, contudo, a primeira profissão feminina, organizada pelas próprias mulheres, como sugere Bingham no seu livro Ministering Angels.
A origem etimológica da palavra inglesa nurse : vem do francês antigo nurrice (a pessoa que amamenta um bebê ou que cuida de uma criança), do latim tardio nutricia (ama, ama seca), que deriva por sua vez do latim nutrix (a pessoa que alimenta, ama).
Atuação
Historicamente, o foco de atenção da Enfermagem tem sido as necessidades relevantes de saúde e bem-estar do indivíduo, família e comunidade. A enfermagem é uma profissão que integra a ciência e a arte no cuidado do ser humano, com a finalidade de promover, manter e restaurar a saúde.
Para definir sua atuação, a Enfermagem busca a compreensão da origem e desenvolvimento dos agravos à saúde humana, em seus vários aspectos: biológicos, psicológicos, sociais e culturais. Na essência, os atos da Enfermagem visam a síntese entre arte e ciência, filosofia e técnica, e entre o social e natural. Dedicação, paciência, espírito de liderança, senso de humanidade e disposição para trabalhar em equipe são algumas das qualidades esperadas de um enfermeiro ou enfermeira.
Passando a limpo
1. A Enfermagem não é um ato de caridade. É uma profissão regulamentada e reconhecida por legislação própria e autônoma.
2. O enfermeiro não é um profissional ligado exclusivamente à área assistencial. Na verdade, o enfermeiro é um profissional altamente preparado para atuar em todas as áreas da saúde: assistencial, administrativa e gerencial.
3. O enfermeiro não atua exclusivamente em hospitais. Além de hospitais, o enfermeiro atua em todas as instituições ligadas à saúde, como unidades de saúde, instituições públicas e privadas, ensino, universidades, escolas, fábricas na área de saúde do trabalhador, sindicatos, domicílio e outras.
Fonte: Portal Educacional
Dia Internacional da Enfermagem
Enfermeira
Dia do Enfermeiro e Dia Mundial da Enfermeira
Neste dia, é feita uma homenagem mundial a Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna. Florence nasceu em 12 de maio de 1820, em Florença, Itália. Em 1844, foi para Roma, para aprender a cuidar dos enfermos nas irmandades católicas. Terminados os estudos, julgou insuficientes seus conhecimentos e decidiu continuar estudando. Foi para Dublin, Irlanda, para trabalhar em um hospital dirigido pelas Irmãs de Misericórdia da Ordem Católica de Enfermeiras.
A partir daí, sua atuação foi intensa e incessante junto dos desvalidos; atuou em guerras e em diversas enfermarias. Em 1860, fundou a primeira escola de enfermagem do mundo, em um hospital inglês. Para realizar essa obra, utilizou um prêmio que recebera do governo inglês pela sua dedicação aos feridos de guerra. Florence trabalhou até os últimos dias de vida, vindo a falecer na Inglaterra, aos 80 anos.
A principal tarefa do enfermeiro é assistir os doentes, com o objetivo de promover sua recuperação. O enfermeiro é um auxiliar direto do médico e cuida dos pacientes internados em hospitais, clínicas ou nas residências. Ele é também treinado para observar clinicamente cada doente, relatando mudanças do seu estado de saúde.
Os enfermeiros se organizam hierarquicamente. O enfermeiro-chefe, de formação superior, gerencia os técnicos em enfermagem, além de controlar o uso do material médico-hospitalar, seguindo a prescrição médica.
No Brasil, os primeiros enfermeiros foram os padres jesuítas que atuaram nas Santas Casas de Misericórdia, desde 1540. Depois de três séculos, chegaram ao país as primeiras irmãs de caridade enfermeiras. Mas o grande incentivo para a classe chegou com a primeira enfermeira voluntária, Ana Nery, que aos 51 anos serviu como enfermeira na Guerra do Paraguai. Com a criação da Cruz Vermelha Brasileira, a profissão ganhou mais fôlego, culminando com a Escola de Enfermagem Ana Nery, fundada e mantida por essa organização e ser declarada "escola-padrão" em 1938.
O Dia do Enfermeiro foi adotado no Brasil por meio do decreto no 2.956, de 10/8/1938, assinado pelo presidente Getúlio Vargas. Além dessa data, a profissão também é homenageada na Semana Brasileira de Enfermagem, de 12 a 20 de maio, quando os Conselhos Regionais de Enfermagem promovem encontros, palestras e outras atividades, de acordo com o decreto no 48.202, de 12/5/1960, assinado pelo presidente Juscelino Kubitschek.
Fonte: www.paulinas.org.br
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 14:29
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
O mito do cuidado

Gostaria de propor uma reflexão para os iniciantes da vida profissional na Enfermagem, trazendo uma mensagem que tem como base uma lenda antiga, da época dos gregos e dos romanos chamada O Mito do Cuidado. Constitui-se em uma alegoria de extrema beleza, que nos leva a pensar sobre o sentido da Enfermagem e sobre o destino do ser humano. Recordar os mitos de origem da antigüidade, na atualidade, nos ajuda a entender o sentido dos arquétipos da humanidade. São quatro os personagens deste mito: Júpiter, Saturno, Terra e Cuidado. Na mitologia, Júpiter: é o deus-rei de todos os deuses; Saturno: é pai de Júpiter, era o deus do Tempo, da Abundância e da Igualdade entre os homens; Terra: a deusa-mãe, era a mãe de Júpiter e de vários outros deuses, representava as origens, a força de vida original no mundo; e Cuidado: era uma entidade comum—não era uma deusa nem semi-deusa.
Diz a lenda que,
"Um dia, quando Cuidado pensativamente atravessava um rio, ela resolveu apanhar um pouco de barro e começar a moldar um ser, que ao final apresentou a forma humana. Enquanto olhava para sua obra e avaliava o que tinha feito, Júpiter se aproximou. Cuidado pediu então a ele, para dar o espírito da vida para aquele ser, no que Júpiter prontamente a atendeu. Cuidado, satisfeita, quis dar um nome àquele ser, mas Júpiter, orgulhoso, disse que o seu nome é que deveria ser dado a ele. Enquanto Cuidado e Júpiter discutiam, Terra surge e lembra que ela é quem deveria dar um nome àquele ser, já que ele tinha sido feito da matéria de seu próprio corpo—o barro. Finalmente, para resolver a questão os três disputantes aceitaram Saturno como juiz. Saturno decidiu, em seu senso de justiça, que Júpiter, quem deu o espírito ao ser, receberia de volta sua alma depois da morte; Terra, como havia dado a própria substância para o corpo dele, o receberia de volta quando morresse. Mas, ainda disse Saturno, "já que Cuidado antecedeu a Júpiter e à Terra e lhe deu a forma humana, que ela lhe dê assistência: que o acompanhe, conserve sua vida e lhe dê o apoio enquanto ele viver. Quanto ao nome, ele será chamado Homo (o nome em latim para Homem), já que ele foi feito do humus da terra"*.
Pensemos na palavra latina para Cuidado que é CURA—e por isso este mito também é chamado de "o mito de CURA". Mas consideremos o sentido de CURA de maneira mais ampla do que entendemos a palavra cura hoje em dia: CURA como CUIDADO, e CUIDADO em nosso sentido moderno como assistência —sentido este que preserva a essência do que entendemos ainda hoje como sendo a tarefa primordial da Enfermagem. Mais do que uma tarefa, a Enfermagem hoje é um conhecimento, uma profissão que tem delimitadas a sua competência e sua especificidade—que ainda se ligam à idéia original de "um olhar e uma ação assistencial ao ser humano, estreitamente vinculado a um apoio—curativo, preventivo ou de promoção da saúde—mas sempre ao lado do Homem, como determina a nossa lenda de origem".
É importante também refletir sobre a competência da enfermagem como uma ação prática que dá suporte à vida humana, mas estendendo essa concepção, é importante reconhecê-la como um fazer profissional, único e absolutamente indispensável na área da saúde, cujos profissionais deverão sempre ter em mente a noção clara de sua atuação e de seu espaço profissional— assim como entender que ele se entrelaça em um contexto humano, que é também social e portanto político, mas também autônomo: não esquecendo que a responsabilidade da vida de cada um é do portador desta grande dádiva.
Considerando uma premissa fundamental no contexto da Ética da Enfermagem devemos lembrar que a enfermagem é única em sua especificidade, portanto, aos profissionais de Enfermagem (iniciantes ou não): saibam defender, valorizar e honrar sua profissão, porque isto está além da Ética: é o orgulho de ser enfermeiro. É uma atribuição mesma dos deuses a compreensão do significado de exercer a Enfermagem, que é: estar ao lado do Homem em sua jornada pela existência cuidando de seu bem estar, de sua vida e de sua saúde.
1 Extraído do Discurso de Paraninfo proferido na Sessão Solene da Colação de Grau as XLIV Turma da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, 2000 2 Professor de Ética e Filosofia do Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Ciências Humanas da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Av. Bandeirantes, 3900 - Monte Alegre - 14040-902 - Ribeirão Preto - São Paulo - Brasil. E-mail: clearib@glete.eerp.usp.br
* REICH, W.T. (ed.). "Care". IN: Encyclopedia of Bioethics, 2nd. ed., New York, Simon & Schuster Macmillan, 1995, v. 5
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 11:51
segunda-feira, 27 de julho de 2009
história das epidemias
Epidemias, como a recente gripe suína , causam pânico, preocupação e mortes. Sempre foi assim, desde que o homem começou a conviver com as bactérias, as formas de vida mais antigas do planeta. As doenças têm formas variadas, e as mortes podem ser provocadas tanto por uma enfermidade antiga quanto por um novo vírus.
Em muitos momentos da história, populações foram arrasadas por mortes em grande escala. A diferença em relação às epidemias atuais é que, antigamente, não eram conhecidas as causas de muitas doenças e não era possível, como hoje, fazer um trabalho preventivo.
Doenças como cólera, varíola, sarampo e gripe mataram milhões de pessoas em diferentes épocas e lugares. Confira algumas das piores epidemias da história:
Praga de Atenas
No verão de 430 AC, uma epidemia assolou a cidade grega de Atenas. O historiador Tucidides, que sofreu ele próprio da doença, descreveu na época os sintomas como 'calores na cabeça, inflamação nos olhos, dores na garganta e na língua'. A epidemia ocorreu durante o começo da guerra do Peloponeso, entre Atenas e Esparta, e afetou o exército ateniense. De 25% a 35% da população de Atenas morreu vítima da doença.
Peste dos Antônios
Uma grande epidemia começou em 165 e no ano seguinte atingiu Roma, durando 15 anos. O nome era uma alusão à família que governava o império na época. Cerca de um terço da população morreu. No auge da epidemia, eram registradas quase duas mil mortes diárias em Roma.
Em 180, o próprio imperador Marco Aurélio foi morto pela doença. O médico Claudio Galeno descreveu na época a peste como tendo sintomas de febre, diarréia e erupções cutâneas.
Lepra na Europa medieval
Entre os anos 1000 e 1350, a lepra se desenvolveu na Europa. As vítimas sofriam lesões na pele, deformações e perda das extremidades. As pessoas eram isoladas e sofriam muito preconceito. Nessa época, muitos centros para leprosos foram criados, e a Igreja Católica controlava os doentes, sustentando que as lesões eram sinais de impureza religiosa. O doente identificado recebia uma cerimônia religiosa, a ‘missa dos leprosos’, em que ganhava trajes especiais e um instrumento sonoro para anunciar sua chegada a lugares públicos.
A pior de todos os tempos: a peste negra
Pior epidemia da história da humanidade segundo o infectologista, a peste bubônica matou um terço da população europeia. Com início em 1347, a doença se espalhou rapidamente, seguindo as rotas marítimas.
Em 1348, a doença já havia atingido as áreas mais densas dos mundos cristão e muçulmano. A peste chegou num momento de crise agrária e fome. Por volta de 1350, toda a Europa central e ocidental tinha sido afetada. Após essa grande epidemia, a doença não desapareceu e continuou provocando surtos de tempos em tempos.
Os sintomas da peste bubônica são mal-estar, febre, dores no corpo e inchaços do tamanho de um ovo, conhecidos como bubões. A coloração azulada que dá o nome à doença, ocorre pela falta de oxigenação da pele, pela insuficiência pulmonar.
Suor inglês: a doença misteriosa
A cidade de Londres foi alvo de uma epidemia no século XV. As características da doença eram febre intensa e calafrios. Em poucas horas, o paciente podia ter convulsões, entrar em coma e morrer. De cada três pessoas que apresentavam o sintoma, uma morria. A doença teve grandes surtos e chegou a atingir boa parte da corte de Henrique VIII. Cidades perderam quase a metade da população.
O ultimo surto da doença, em 1529, atingiu outros países, como Holanda, Rússia e Alemanha. Depois de um quinto surto, em 1551, quando matou 900 pessoas nos primeiros dias, a doença desapareceu completamente e permanece como um mistério ate hoje.
Cólera na era das máquinas
Em 1817, a cólera começou a se espalhar por áreas da Índia, onde já era endêmica. Alguns anos depois, atingiu o leste da Ásia e o Japão. Em 1820, Bangcoc, capital da Tailândia, reportou 30 mil mortes (numa população de 150 mil habitantes).
Dez anos mais tarde, em 1831, a doença chegou à Europa pela Inglaterra e atingiu os principais centros industriais e locais de moradia lotados, como cortiços. Durante a epidemia, quase 30 mil pessoas morreram no Reino Unido, a maioria pessoas pobres.
Gripe espanhola
Os soldados que lutavam nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial em 1918 enfrentavam não apenas o frio, a chuva, a lama e o inimigo. Nessa época, uma gripe mortal acometeu tropas inteiras e logo se espalhou para a população civil, matando de 40 milhões a 50 milhões de pessoas, primeiro na Europa e nos EUA, depois na Ásia e nas Américas Central e do Sul. Há relatos de pessoas que acordavam bem e, no final da noite, estavam morrendo – tão rápido era o avanço da doença.
No Brasil, a gripe espanhola, como ficou conhecida, apareceu no final do ano, quando marinheiros desembarcaram doentes após uma ida à África. Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, 65% da população adoeceu. “Só no Rio de Janeiro, foram registradas 14.348 mortes. Em São Paulo, outras 2.000 pessoas morreram”, diz o site da Fiocruz.
Gripe asiática
A doença atingiu a China nos anos de 1957 e 58 e chegou aos EUA matando mais de 70 mil pessoas. Diferente do tipo de vírus que causou a epidemia de 1918, esse era rapidamente identificado principalmente devido aos avanços da tecnologia médica. A Organização Mundial da Saúde estima que até 50% da população foi afetada, e a taxa de mortalidade era de uma pessoa a cada 4 mil. O numero de mortes no mundo passou de um milhão.
Gripe de Hong Kong
Nos anos de 1968 e 69, um outro tipo de gripe matou de 1 milhão a 3 milhões de pessoas - quase 34 mil só nos EUA e 30 mil na Inglaterra. Transmitida por aves, a doença matou em muito pouco tempo. Meio milhão de casos foram reportados em Hong Kong apenas nas duas primeiras semanas. A doença chegou nos EUA em setembro de 1968, por meio de soldados vindos do Vietnã. A vacina começou a ser fabricada dois meses após o surto.
Sars
A doença respiratória viral Sars (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) foi detectada pela primeira vez em fevereiro de 2003, na Ásia. Nos meses seguintes, se espalhou para mais de 12 países na América do Norte, na América do Sul, na Europa e na Ásia. A doença começa com uma febre alta e pode ter dores de cabeça, no corpo e mal-estar. A transmissão ocorre por contato próximo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um total de 8.098 pessoas ficaram doentes no mundo, das quais 774 morreram. No mesmo ano a epidemia foi controlada.
FONTE:Site G1.com.br(com modificações)
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 17:44
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Gripe suína
A gripe suína é endémica em porcos
Imagem de microscópio electrónico do vírus da gripe A(H1N1) rearranjado, fotografado no CDC Influenza Laboratory. Os vírus têm 80–120 nanómetros de diâmetro.[1]A gripe suína refere-se à gripe causada pelas estirpes de vírus da gripe, chamadas vírus da gripe suína, que habitualmente infectam porcos, onde são endémicas.[2] Em 2009 todas estas estirpes são encontradas no vírus da gripe C e nos subtipos do vírus da gripe A conhecidos como H1N1, H1N2, H3N1, H3N2, e H2N3.
Em seres humanos, os sintomas de gripe A (H1N1) são semelhantes aos da gripe e síndroma gripal em geral, nomeadamente calafrios, febre, garganta dolorida, dores musculares, dor de cabeça forte, tosse, fraqueza, desconforto geral, e em alguns casos, náusea, vômito e diarreia..[3]
O vírus é transmitido de pessoa para pessoa, e o papel do suíno na emergência desta nova estirpe de vírus encontra-se sob investigação. Contudo, é certo que não há qualquer risco de contaminação através da alimentação de carnes suínas cozidas. Cozinhar a carne de porco a 71 °C mata o vírus da influenza, assim como outros vírus e bactérias. [4]
Gripe suína zoonótica
A gripe suína é comum em porcos da região centro-oeste dos Estados Unidos da América (e ocasionalmente noutros estados), no México, Canadá, América do Sul, Europa (Incluindo o Reino Unido, Suécia e Itália), Quénia, China continental, Taiwan, Japão e outras partes da Ásia oriental.[2]
O vírus da gripe suína causa uma doença respiratória altamente contagiosa entre os suínos, sem provocar contudo grande mortalidade. Habitualmente não afecta humanos; no entanto, existem casos esporádicos de contágio, laboratorialmente confirmados, em determinados grupos de risco. A infecção ocorre em pessoas em contacto directo e constante com estes animais, como agricultores e outros profissionais da área. A transmissão entre pessoas e suínos pode ocorrer de forma directa ou indirecta, através das secreções respiratórias, ao contactar ou inalar partículas infectadas. O quadro clínico da infecção pelo vírus da gripe suína é em geral idêntico ao de uma gripe humana sazonal.
Passageiros do metrô na Cidade do México usando máscaras de proteção em 24 de Abril de 2009.Os suínos podem igualmente ser infectados pelo vírus da influenza humana - o que parece ter ocorrido durante a gripe de 1918 e o surto de gripe A (H1N1) de 2009 - assim como pelo vírus da influenza aviário. A transmissão de gripe suína de porcos a humanos não é comum e carne de porco correctamente cozinhada não coloca risco de infecção. Quando transmitido, o vírus nem sempre causa gripe em humanos, e muitas vezes o único sinal de infecção é a presença de anticorpos no sangue, detectáveis apenas por testes laboratoriais.
Quando a transmissão resulta em gripe num ser humano, é designada gripe suína zoonótica. As pessoas que trabalham com porcos, sujeitas a uma exposição intensa, correm o risco de contrair gripe suína. No entanto, apenas 50 transmissões desse género foram registadas desde meados do século XX, quando a identificação de subtipos de gripe se tornou possível. Raramente, estas estirpes de gripe suína podem ser transmitidas entre seres humanos.
Influenza A (H1N1)
Progressão, sintomas e tratamento
Diagrama dos sintomas da gripe A (H1N1).Assim como a gripe humana comum, a influenza A (H1N1) apresenta como sintomas febre repentina, fadiga, dores pelo corpo, tosse, coriza, dores de garganta e dificuldades respiratórias.[5] Esse novo surto, aparentemente, também causa mais diarreia e vômitos que a gripe convencional.
De acordo com a OMS, os medicamentos antiviral oseltamivir e zanamivir, em testes iniciais mostraram-se efetivos contra o vírus H1N1.[6]
Ter hábitos de higiene regulares, como lavar as mãos, é uma das formas de prevenir a transmissão da doença.[7] Além disto, deve-se evitar o contato das mãos com olhos, nariz e boca depois de tocar em superfícies, usar lenços descartáveis ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados e ter hábitos saudáveis como hidratação corporal, alimentação equilibrada e atividade física. Caso ocorra a contaminação, 5 dias após o início dos sintomas, o paciente deve evitar sair de casa pois este é o período de transmissão da gripe A.[8]
Algumas organizações religiosas também orientaram aos fiés evitar abraços, apertos de mãos ou qualquer outro tipo de contato físico para impedir a dispersão do vírus durante os cultos religiosos.[9]
Formas de contágio
Imagem de microscópio eletrónico de uma coloração negativa de um vírus de gripe H1N1 rearranjado.A contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói quaisquer microorganismos patogênicos. Não foram identificados animais (porcos) doentes no local da epidemia (México). Trata-se, possivelmente, de um vírus mutante, com material genético das gripes humana, aviária e suína.
Surto de gripe suína de 2009
Ver artigo principal: Surto de gripe A (H1N1) de 2009
O surto de gripe suína de 2009 em humanos, oficialmente denominado como gripe A (H1N1) (português europeu) ou influenza A (H1N1) (português brasileiro),[10] e inicialmente conhecido como gripe mexicana,[11] gripe norte-americana, [12] influenza norte-americana[13] ou nova gripe,[11] deveu-se a uma nova estirpe de influenzavirus A subtipo H1N1 que continha genes relacionados de modo muito próximo à gripe suína.[14] A origem desta nova estirpe é desconhecida. No entanto, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) anunciou que esta estirpe não foi isolada em porcos.[12][15] Esta estirpe transmite-se de humano para humano,[16] e causa os sintomas habituais da gripe.[17]
Vacina
Existe uma vacina para porcos, mas nenhuma para humanos.[18] A vacina contra a gripe "convencional" oferece pouca ou nenhuma proteção contra o vírus H1N1. O Japão anunciou que pretende desenvolver uma vacina eficaz [19] e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) vem investigando formas de tratamento.
O Instituto Butantan, em São Paulo, está colaborando com a Organização Mundial de Saúde em uma pesquisa para elaborar uma vacina contra a gripe suína e prevê finalizar o processo dentro de quatro a seis meses.[20]
Todavia, segundo Karl Nicholson, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, se o vírus evoluir para uma pandemia, a primeira onda vai chegar e irá embora antes que uma vacina tenha sido produzida. [21]
Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) mapearam as sequências genéticas dos primeiros vírus influenza A (H1N1) a chegarem ao Brasil, que foram, segundo o Ministério da Saúde, coletados de três pacientes: dois do Rio de Janeiro, um de Minas Gerais e um de São Paulo. Segundo uma análise preliminar, o vírus encontrado nos casos brasileiros é idêntico ao que circula em outras localidades. Segundo Fernando Motta, pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do IOC, o sequenciamento genético é fundamental para acompanhar a evolução do vírus no país e abre a possibilidade para o desenvolvimento de protocolos de diagnóstico. [22]
Referências
↑ International Committee on Taxonomy of Viruses. The Universal Virus Database, version 4: Influenza A.
↑ 2,0 2,1 (2008) "Swine influenza". The Merck Veterinary Manual.
↑ Este parágrafo foi traduzido a partir da versão inglesa do artigo, as referências estão no texto nas respectivas secções, nesse artigo
↑ G1 Entenda como a gripe suína se espalha entre humanos
↑ Abril. GRIPE SUÍNA: ALERTA PARA POSSÍVEL PANDEMIA. Página visitada em 23/07/2009.
↑ Tamiflu parece ser efetivo contra gripe suína, diz OMs.JC Online, 25 de abril de 2009. Acesso em 01 de maio de 2009.
↑ Nova Escola - Plano de aula sobre Gripe Suína
↑ Estadão. O vírus da gripe suína. Página visitada em 23/07/2009.
↑ G1. "Recomendação de evitar abraços e mãos dadas durante missas divide fiéis". . (página da notícia visitada em 23/07/2009)
↑ O Globo. "OMS muda o nome oficial da epidemia de gripe para 'influenza A (H1N1)'". . (página da notícia visitada em 01/05/2009)
↑ 11,0 11,1 Operamundi: Criadores de porcos temem prejuízo com gripe suína (página da notícia visitada em 29/04/2009)
↑ 12,0 12,1 AFP, 28 de Abril de 2009 OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) diz que não há provas para atribuir a gripe suína aos porcos (página da notícia visitada em 01/05/2009)
↑ Midiamais Cadeia produtiva diz que é "influenza norte-americana" e não "gripe do suíno" (página da notícia visitada em 29/04/2009)
↑ V Trifonov, H Khiabanian, B Greenbaum, R Rabadan (30 April 2009). "The origin of the recent swine influenza A(H1N1) virus infecting humans". Eurosurveillance 4 (17).
↑ Maria Zampaglione (April 29, 2009). Press Release: A/H1N1 influenza like human illness in Mexico and the USA: OIE statement. World Organisation for Animal Health. Página visitada em April 29, 2009.
↑ Swine influenza World Health Organization 27 April 2009
↑ Influenza A(H1N1) frequently asked questions. Who.int. Página visitada em 2009-05-07.
↑ G1 Entenda como a gripe suína se espalha entre humanos (página da notícia visitada em 29/04/2009)
↑ Notícias Terra Japão tenta encontrar vacina contra gripe suína (página da notícia visitada em 28/04/2009)
↑ INFO Online, 30 de abril de 2009 "Brasil ajuda criar vacina contra gripe suína", por Guilherme Pavarin
↑ Estadão Vacina atual não protege contra gripe suína, dizem especialistas (página da notícia visitada em 28/04/2009)
↑ Agência Estado, 18 de maio de 2009. País conclui primeiras sequências genéticas do A (H1N1)
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 06:25
Sobre a gripe suína- Perguntas e respostas
1.Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.
2.Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos?
Torna o vírus inativo e o mata.
3.Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4.É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5.Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6.Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
7.Quando se deve começar a tomar o remédio?
Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%
8.De que forma o vírus entra no corpo?
Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9.O vírus é mortal?
Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
10.Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11.A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada
12.O que faz o vírus quando provoca a morte?
Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.
13.Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14.Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.
15.Onde encontra-se o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.
17.O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.
18.Qual é a população que está atacando este vírus?
De 20 a 50 anos de idade.
19.É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.
20.Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21.Serve para algo tomar Vitamina C?
Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.
22.Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
23.O virus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
24.Os mascotes contagiam o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.
25.Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.
26.Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.
27.O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
28.Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.
29.Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?
Não serve para nada.
30.As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.
31.Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?
NAO.
32.O que mata o vírus?
O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.
33.O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.
34.O álcool em gel é efetivo?
SIM, muito efetivo.
35.Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
36.Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
37.O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
38.Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM.
39.As crianças com tosse e gripe têm influenza?
É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas.
40.Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.
41.Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
42.Pode-se comer carne de porco?
SIM pode e não há nenhum risco de contágio.
43.Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 06:12
Amamentar bebê diminui dor na hora da vacina
Ser amamentado durante o momento da aplicação da vacina pode diminuir a dor em bebês. Esta é a conclusão de pesquisa realizada por professores de enfermagem da Faculty of Nursing da Philadelphia University, na Jordânia.
Segundo o artigo publicado no International Journal of Nursing Practice e divulgado no país pela agência Notisa, o estudo foi feito em dois centros de saúde materno-infantil na Jordânia, nos quais os lactentes foram divididos em dois grupos de 60 crianças cada.
Os resultados da pesquisa revelaram que a duração do choro foi menor no grupo amamentado do que no grupo controle, com uma diferença estatisticamente significativa na duração do choro durante e após a imunização.
Mais um ponto para a amamentação!
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 05:56
domingo, 28 de junho de 2009
RCP EM TRÊS PASSOS SIMPLES
(Por favor procure aprender um curso de RCP)
RCP - Reanimação Cárdio Pulmonar
1. CHAME SOCORRO
Cheque o estado da vítima (nível de consciência). Se a vítima não responde, Chame 193 e depois retorne a vitima. Na maioria dos casos de emergência, os operadores (atendentes) podem dar assistência de como iniciar uma RCP.
2. RESPIRAÇÃO
Respiração boca a boca.
Incline a cabeça para trás e escute a respiracão (VÊR, OUVIR E SENTIR). Se a vítima não tem movimento respiratório, feche o nariz com os dedos. Cubra sua boca com a sua e assopre(ventile) verifique se o tórax eleve. Dê duas respirações de dois segundos cada uma.
3.COMPRESSÃO
Se, depois das ventilações a vítima não voltou a respirar, verifique se não tem circulação (batimento cardíaco) se não houver, proceda:
1. Posicionar a vítima em DDH (Decúbito Dorsal Horizontal) ou seja deitada de costas sobre uma superfície rígida.
2. Efetuar 30 compressões torácicas, no ritmo de 100 compressões por minuto.
3. Efetuar 2 ventilações.
4. Manter as compressões e ventilações na freqüência 30:2.
4. Verificar o pulso central a cada 2 minutos: se não houver pulso, RCP deve ser reiniciada pelas 30 compressões torácicas.
OBS: O socorrista que ventila é responsável por avaliar a eficácia da compressão, controle do tempo e verificação do pulso central.
A troca de posição entre socorristas deve ser feita durante a verificação do pulso central, não devendo exceder a 3 ciclos.
Postado por A arte de Cuidar do Corpo e da Alma às 15:10
